Para The Economist, São Paulo é mais violenta que Bogotá

A revista britânica The Economist afirma em reportagem que o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, e outros incidentes recentes ressaltam ?a crescente insegurança da vida cotidiana no Brasil", com São Paulo tendo se transformado numa cidade ?mais violenta do que Bogotá, capital da Colômbia?. Além disso, segundo a revista britânica, a violência ?Expõe o fracasso dos governos, em todos os níveis, de enfrentar o problema?. A Economist questiona se haveria uma campanha de extermínio em marcha contra lideranças do PT, acrescentando que alguns dos líderes do partido acreditam que sim, temor reforçado pelo assassinato do prefeito de Campinas em quatro meses. Mas The Economist observa que assassinatos de figuras públicas por razões políticas são raros no Brasil, embora a intimidação através de ameaças de morte falsas não seja um fato tão escasso. ?Os dois prefeitos foram atacados quando andavam de carro à noite. Parece mais provável que eles possam estar entre as muitas vítimas da recente epidemia de seqüestros?, pondera o texto. A revista salientou que muitas das medidas anunciadas nos últimos dias pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, repetem um plano de segurança pública que ?Cardoso lançou com muita fanfarra há 19 meses.? The Economist alerta que, apesar das medidas anunciadas pelo governador paulista, talvez seja muito tarde para que ele ?assegure a sua vitória? nas eleições de outubro. E acrescenta: ?As dificuldades de Alckmin poderiam prejudicar as perspectivas presidenciais de José Serra.? A revista também comentou as recentes declarações de integrantes do PT, defendendo medidas mais duras na questão de segurança, inclusive a ?tolerância zero? e uma reforma radical na polícia. ?No Estado de São Paulo e no Brasil como um todo, o PT pode estar calculando agora que ser duro contra a criminalidade, duro contra as causas da criminilidade? poderia trazer o mesmo resultado político vitorioso obtido pelo New Labour (Novo Trabalhismo) de Tony Blair, na Grã-Bretanha.

Agencia Estado,

25 Janeiro 2002 | 17h00

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