Para vítimas afegãs, o melhor é ser morto por um alemão

Cenário: Jack Kimball / Reuters

O Estado de S.Paulo

17 de março de 2012 | 03h03

Se você é um afegão e a Otan matou um membro de sua família, é melhor - em termos financeiros - que a pessoa que apertou o gatilho tenha sido um soldado alemão e não um britânico ou um americano. No cálculo frio de quanto pagar a cada vítima das tropas aliadas, a Grã-Bretanha oferece somente US$ 210, enquanto a Alemanha chega a dar US$ 25 mil. A informação foi revelada esta semana pela ONG Civic.

Após o massacre de 16 civis afegãos, incluindo 9 crianças, por um sargento americano, no domingo, o debate sobre as responsabilidades da Otan diante de seus "efeitos colaterais" - a morte de inocentes - ganhou ainda mais força. Não está claro o que os EUA pretendem fazer para indenizar as famílias destroçadas pela ação do sargento.

Washington costuma pagar US$ 2,5 mil por civis mortos em operações de rotina, como bombardeios. Berlim deu US$ 20 mil e um carro no valor de US$ 5 mil a uma família que teve um de seus membros assassinado por soldados alemães em um posto de controle, em 2009. O governo de Roma ofereceu, em 2008, US$ 13.500 aos pais de uma garota de 14 anos morta por um militar italiano.

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