Parada gay em Jerusalém vai acontecer, diz procurador-geral

O procurador-geral de Israel recusou-se a banir uma marcha do orgulho homossexual em Jerusalém apesar de ameaças de violências de judeus ultra-ortodoxos, instruindo a polícia e ativistas gays a tentarem arranjar um acerto, disse o comandante da polícia no domingo último. Um depoimento do Ministério da Justiça relatou que o procurador-geral, Meni Mazuz, ordenou que a polícia se encontrasse com ativistas gays "para trabalhar por uma proposta alternativa aceitável" para a marcha, agendada para sexta-feira em uma rota através do centro da cidade. A reunião deve acontecer ainda nesta segunda-feira, disseram ativistas gays, e um acerto é tido como provável. Judeus ultra-ortodoxos protestaram em Jerusalém quase todas as noites durante a última semana, queimando latas de lixo, bloqueando estradas e atacando oficiais de polícia em uma tentativa de fazer com que autoridades cancelem a passeata, aprovada meses atrás pela Suprema Corte israelense. Muitos religiosos judeus, muçulmanos e cristão vêem a homossexualidade com um pecado e a marcha como uma afronta à santidade da cidade sagrada. A polícia disse domingo que o perigo de violência era muito grande para permitir a que a passeata se realizasse, mas deixou a decisão final com Mazuz. Após encontro com Mazuz, o comandante da polícia, Ilan Franco, disse que "pode até ser que haja uma marcha e um evento de fechamento em um lugar no qual ambos os lados achem razoável e que minimize danos e perigo potenciais". Mas ainda estava incerto até a noite de domingo último se um acordo iria satisfazer judeus radicais. Na passeata do ano passado, um judeu ultra-ortodoxo esfaqueou e feriu três participantes.

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