Parada militar em Paris marca comemoração do Dia da Bastilha

Presidente Sarkozy disse que quem realiza ações terroristas 'terá de responder por elas'

AE, Agência Estado

14 de julho de 2011 | 16h58

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, desfila na Champs-Elysées durante celebração da Bastilha

 

PARIS - A tradicional parada militar pela avenida Champs-Elysées, em Paris, marcou nesta quinta-feira, 14, o Dia da Bastilha. O evento contou com a participação de tropas enviadas para o Afeganistão e aviões de guerra que participam da ofensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia.

 

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Entretanto, a apresentação teve uma nota de melancolia em razão das perdas de militares franceses. Hoje, um soldado francês foi morto no Afeganistão, um dia depois de um ataque suicida ter tirado a vida de outros cinco militares da França.

 

Reunião de emergência

 

O presidente Nicolas Sarkozy, que preside as Forças Armadas da França, realizou uma reunião de emergência logo após a parada para definir novas formas de segurança, à medida que o país começa a planejar a retirada de seus quase quatro mil militares do Afeganistão.

 

"Nós nos confrontamos com ações terroristas que são extremamente brutais e aqueles que as realizam terão de responder por elas", disse Sarkozy após o desfile.

 

Neste ano, a parada militar foi dedicada às forças francesas distribuídas pelo mundo e aos militares enviados para países estrangeiros como o Afeganistão. Mas Sarkozy, que fez uma visita surpresa às tropas francesas no Afeganistão na terça-feira, disse querer que o Dia da Bastilha fosse "dedicado a todos os soldados mortos em operação".

 

O Dia da Bastilha lembra os eventos de 14 de julho de 1789, quando uma multidão enfurecida invadiu a prisão da Bastilha em Paris, fato que ajudou a dar início à Revolução Francesa.

 

As informações são da Associated Press

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