Paraguai critica Justiça brasileira por não extraditar Oviedo

O governo paraguaio reagiu hoje em duros termos contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, que na segunda-feira negou o pedido de extradição do ex-general Lino Oviedo, que recuperou hoje a liberdade. Oviedo é acusado de ser o autor intelectual do assassinato do vice-presidente Luis Argaña e do massacre de sete manifestantes em março de 1999, e já foi condenado a uma pena (não cumprida) de dez anos de prisão e perda da patente militar por uma tentativa de golpe em 1996. O secretário-geral da Presidência da República, Jaime Bestard, disse hoje que o presidente Luis González Macchi ordenou que, caso Oviedo entre no Paraguai, "seja imediatamente detido" para cumprir as sentenças a que foi condenado.Bestard também rejeitou as afirmações dos partidários do ex-general, segundo as quais Oviedo não tem atualmente impedimento legal e que será candidato à presidência pelo movimento União Nacional de Colorados Éticos (UNACE) em 2003.

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