Paraguai decreta emergência por falta de energia

O Paraguai decretou hoje estado de emergência energética, diante da impossibilidade de atender ao alto consumo de eletricidade no país. O principal motivo apontado para a alta no consumo é o calor excessivo, que tem superado os 40º Celsius.

AE-AP, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2010 | 12h42

"A emergência vai até abril", disse hoje Julio Villordo, gerente técnico da companhia estatal de eletricidade Ande. Até lá, as temperaturas devem abaixar, oscilando para entre 17º e 30º Celsius.

A direção de Meteorologia do país emitiu um comunicado, advertindo que a temperatura máxima nos próximos cinco dias seguirá em torno de 40º ou até mesmo mais alta. Além disso, não há previsão de chuvas.

Villordo afirmou que, por causa das altas temperaturas, o consumo de eletricidade supera a capacidade nacional. A energia é usada, por exemplo, para o funcionamento de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. Segundo ele, está havendo cortes do fornecimento de 15 a 20 minutos "para evitar o colapso do sistema".

Administração conjunta

O Paraguai mantém a administração conjunta das usinas hidrelétricas de Itaipu e Yasyretá, com Brasil e Argentina, respectivamente. O presidente da Ande, Germán Fatecha, explicou que não é possível suprir essa carência com a energia produzida nos vizinhos, ambos no rio Paraná. Segundo ele, faltam linhas de transmissão e distribuição, "cuja construção demandaria muito dinheiro e tempo".

A população paraguaia consome a energia produzida pela pequena usina sobre o rio Acaray e a gerada por uma das 20 turbinas de Itaipu e Yasyretá. O excedente, o governo paraguaio é obrigado por contrato a vender para Brasil e Argentina, respectivamente.

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