Paraguai e EUA põem fim à cooperação militar

O Paraguai e os Estados Unidos resolveram não renovar um acordo de cooperação militar para 2007, depois que o governo do presidente Nicanor Duarte se recusou a outorgar imunidade diplomática aos militares americanos em território paraguaio, informou nesta segunda-feira o chanceler Rubén Ramírez a jornalistas em Assunção."O acordo não foi renovado em agosto deste ano porque o Paraguai resolveu não conceder imunidade diplomática aos militares. A Convenção de Viena, segundo a nova interpretação nossa, autoriza o reconhecimento de exceção apenas ao pessoal administrativo e diplomático estrangeiro", afirmou Ramírez.O chanceler disse também que atualmente os exercícios militares previstos no convênio com os EUA estão sendo cumpridos com normalidade. O acordo prevê colaboração para o período de 1º de junho de 2005 e 1º de dezembro de 2006.O Congresso aprovou, em maio do ano passado, o ingresso de 400 soldados americanos para efetuar 13 exercícios com seus pares paraguaios.Os exercícios compreendem a capacitação para a luta contra o terrorismo urbano, segurança pública e assistência humanitária a povoados rurais em condições de extrema pobreza.À época da implementação do convênio, os governos da Argentina, do Brasil e da Bolívia protestaram contra a imunidade aos soldados americanos, gerando uma discussão regional pela suspeita sobre a futura instalação, no centro do Chaco Boreal, 800 quilômetros a oeste de Assunção, de uma eventual base militar americana, aproveitando o moderno, mas ocioso, aeroporto da cidade Mariscal Estigarribia.

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