Norberto Duarte/AFP
Norberto Duarte/AFP

Paraguai pede ajuda de Brasil e Colômbia para encontrar ex-vice-presidente sequestrado

Segundo o ministro do Interior do Paraguai, presidente Jair Bolsonaro prometeu enviar especialistas no assunto ao país

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 01h23

ASSUNÇÃO - O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, pediu ajuda ao Brasil, à Colômbia e aos Estados Unidos para encontrar o ex-vice-presidente Oscar Denis, que teria sido sequestrado, anunciou nesta quinta-feira, 10, o ministro do Interior do Paraguai, Euclides Acevedo.

O avião presidencial "voou para Bogotá para trazer especialistas da polícia colombiana", informou o secretário de Estado.

"Não sabemos se virão equipes e pessoal. Isso ainda não foi definido", explicou o porta-voz da Força-Tarefa Conjunta (FTC), tenente-coronel Luis Apestaguía.

O ex-vice-presidente Denis, de 74 anos, desapareceu na quarta-feira no departamento de Concepción, 500 km ao nordeste da capital Assunção.

Na camionete que dirigia dentro de sua fazenda de gado foram encontrados panfletos do antodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP).

Denis foi vice-presidente do Paraguai entre junho de 2012 e agosto de 2013, durante a presidência de Federico Franco.

O sequestro aconteceu exatamente uma semana após a morte das mãos do exército paraguaio de duas meninas de 11 anos, supostamente filhas dos principais líderes do grupo EPP, que opera em Concepción desde 2008 e responsável por uma dezena de sequestros e cerca de 50 assassinatos na região, uma das mais pobres do país.

Denis estava na companhia de um secretário que também está desaparecido, revelou o ministro do Interior.

Acevedo revelou que o presidente Mario Abdo conversou com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que também prometeu enviar especialistas no assunto ao Paraguai.

O chefe da diplomacia para a América Latina dos Estados Unidos, MIchael Kozak, afirmou em um tuíte de Washington que o governo americano "monitora o desaparecimento do ex-vice-presidente".

Beatriz Denis, esposa do sequestrado, declarou não ter recebido ainda nenhum pedido de resgate e alertou que o marido sofre de diabetes e hipertensão, o que requer o uso de diversos medicamentos diariamente.

O grupo armado que opera no norte do Paraguai há 12 anos ainda não assumiu a autoria do sequestro, que aconteceu perto da fronteira seca com o Brasil.

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