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Nathalia Aguilar/EFE
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Paraguai planeja 'quarentena inteligente' após ver curva do coronavírus se achatar

Segundo ministro da Saúde, país será dividido em áreas e terá fases e grupos diferentes, mas alguns setores continuarão sob rígido controle

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 19h19

ASSUNÇÃO - O Paraguai amenizará seu isolamento do coronavírus em maio, substituindo as rígidas sanções atuais por uma “quarentena inteligente” depois de se tornar um dos países sul-americanos mais bem-sucedidos na contenção da propagação da pandemia.

O ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, disse nesta sexta-feira, 24, que a atividade, paralisada desde o início de março, recomeçará em estágios e com o que ele chamou de turnos em rotação, mas que as medidas de distanciamento social e de higiene continuarão em vigor até pelo menos 3 de maio.

“O país será dividido em áreas, teremos fases diferentes nas quais grupos diferentes participarão”, disse ele, mas acrescentando que outros elementos continuarão sendo controlados rigorosamente.

“As fronteiras continuarão fechadas, as aulas serão dadas remotamente e escritórios não essenciais continuarão a dar preferência ao trabalho remoto. Eventos públicos em massa continuarão suspensos.”

A quarentena severa do Paraguai deixou milhares de pessoas sem renda e atingiu duramente a economia modesta do país. Ela só permite a saída de casa para supermercados, farmácias e bancos.

Na quinta-feira, a nação sem saída para o mar disse que emitiu US$ 1 bilhão em títulos soberanos para ajudar a financiar a emergência de saúde causada pela disseminação do novo coronavírus.

O Paraguai é um dos países da região com melhor desempenho no combate ao coronavírus, já que agiu de forma rápida e agressiva para se isolar.

Com população de pouco mais de 7 milhões de habitantes, o país computou oficialmente 220 casos confirmados de coronavírus desde o primeiro registro de 7 de março. Nove pessoas morreram, a maioria delas idosas ou já sofrendo de outras doenças, e 70 se recuperaram até agora.

Segundo o Ministério Público, cerca de 3 mil pessoas foram penalizadas por violar as medidas, enquadradas em uma lei de proteção ambiental./REUTERS e AFP  

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