Paraguai prende 12 sem-terra após conflito

Um juiz paraguaio decretou ontem a prisão de 12 sem-terra e condenou outros 46 à revelia após o confronto a tiros com policiais que causou a morte de pelo menos 17 pessoas na sexta-feira no nordeste do país, durante a desocupação de uma fazenda. Os 12 afetados pela medida judicial foram acusados por vários crimes, entre eles homicídio doloso, tentativa de homicídio e lesão grave. Dois corpos de agricultores foram retirados na noite de sábado de uma mata. Com isso, são 17 os mortos no conflito - 6 policiais e 11 agricultores.

ASSUNÇÃO, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h01

O conflito levou à troca do ministro do Interior, Carlos Filizzola, e do comandante da polícia, Paulino Rojas, cujos substitutos, Rubén Candia Amarilla e Arnaldo Sanabria, respectivamente, assumiram seus cargos no sábado diante do presidente paraguaio, Fernando Lugo. Houve fortes críticas às mudanças, principalmente ao novo chefe de polícia. Ele foi preso em 2002, acusado de tráfico de cigarros falsificados e armas para a Argentina, mas acabou inocentado.

O Executivo autorizou na sexta-feira o envio de tropas militares à área de conflito para reforçar as tarefas da polícia. O terreno, hoje uma reserva florestal, pertence ao empresário e ex-senador Blas Riquelme.

Os grupos de sem-terra acusam o Estado de ter cedido ilegalmente terrenos a latifundiários e produtores agrícolas, principalmente durante a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989). / EFE e REUTERS

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