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Paraguai: presidente eleito não sabe se deixará empresas

O presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, do Partido Colorado, ainda não decidiu se renunciará o comando de uma dezena de suas empresas para evitar conflitos de interesse. Nas eleições do último domingo, Cartes obteve 45,8% dos votos, contra 36,9% de Efraín Alegre, do Partido Liberal, que ficou em segundo lugar na corrida eleitoral disputada por outros oito candidatos.

AE, Agência Estado

22 de abril de 2013 | 17h53

Ainda que Cartes venha evitando falar de assuntos que não seja política, em uma das poucas entrevistas a rádios de Assunção, ele afirmou que seus negócios "estão felizmente sob a responsabilidade de minha irmã Sara", uma administradora de empresas de 52 anos, formada pela Universidade de Barry, da Flórida, nos Estados Unidos.

Desde 1994, ela administra duas tabacarias, uma engarrafadora de sucos, uma distribuidora, várias fazendas de pecuária, fazendas de tabaco e o banco Amambay que, entre outros negócios, pertencem a Cartes. A Tabacalera del Este, um dos principais negócios do presidente, é a décima maior fonte de impostos do país, com US$ 146 milhões por ano, de acordo com a Secretaria de Tributação do país. Cartes é também o presidente do clube Libertad, campeão da primeira divisão do futebol paraguaio.

Questionado sobre se os presidentes dos países que compõem o Mercosul e a Unasul tinham ligado para parabenizá-lo pela vitória, Cartes respondeu que "existe um telefone designado para esses assuntos e está sob a responsabilidade de Leila Rachid", chefe do grupo de assessores de polícia externa e possível chanceler do novo governo.

Desde a divulgação do resultado, Cartes também não disse se concorda ou não com o retorno do Paraguai no Mercosul e da Unasul. O Paraguai está suspenso temporariamente dos dois blocos econômicos desde junho do ano passado devido à destituição de Fernando Lugo do poder, numa decisão do Senado. Lugo, por sua vez, foi eleito Senador nas eleições de ontem.

O atual presidente, Federico Franco, deixará a presidência no dia 15 de agosto. "Até essa data, a polícia externa do país está sob o comando de Franco", disse o presidente eleito sem antecipar nenhum possível encontro dele com presidentes do Uruguai, Brasil e Argentina.

José Antonio Moreno, o líder da Comissão de Relações Externas do Partido Colorado, disse nesta segunda-feira que o próximo governo "não deveria aceitar rapidamente a suposta reincorporação ao Mercosul e à Unasul porque, de acordo com as normas internacionais, segue como um membro pleno". As informações são da Associated Press.

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