Paraguai reconhece Estado palestino

Outros seis países sul americanos, incluindo o Brasil, já haviam anunciado reconhecimento

Efe

28 de janeiro de 2011 | 11h59

ASSUNÇÃO - O Paraguai reconheceu os territórios palestinos como um Estado "livre e independente", segundo anunciou nesta sexta-feira, 28, o governo paraguaio, tal como fizeram recentemente Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador e Peru.

 

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"Paraguai reitera expressamente o reconhecimento" do território palestino como um Estado "livre e independente com as fronteiras de 4 de junho de 1967", assinalou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado no qual expôs os argumentos desta resolução.

 

"Paraguai, em consonância com sua posição em fóruns internacionais, particularmente na Organização das Nações Unidas (ONU), estabeleceu relações diplomáticas com os territórios palestinos em 25 de março de 2005", assinala o documento.

 

Explica, além disso, que "os territórios palestinos têm sua representação diplomática em nosso país (Paraguai) por meio da Embaixada no Brasil, credenciada desde 28 de maio de 2009 e nossa representação diplomática é exercida pela Embaixada nacional no Egito, desde 29 de outubro de 2009".

 

"Apesar de o território palestino não fazer parte da ONU, atua como observador permanente nas reuniões desta organização, havendo sido na data reconhecido oficialmente como Estado por 108 países (aproximadamente 56% dos Membros da ONU)", resenha o texto.

 

O governo paraguaio, liderado desde 2008 pelo presidente, Fernando Lugo, ex-bispo católico, reafirmou "sua convicção de que as negociações diretas entre Israel e palestinos, atualmente estagnadas, são fundamentais para alcançar a paz e a segurança".

 

"Uma resolução aceitável para as partes constitui a chave para que ambos os povos possam viver em paz com seus vizinhos e se alcance a tão desejada estabilidade na região", acrescenta o comunicado oficial emitido hoje em Assunção.

 

A resolução foi divulgada em momentos em que Lugo está em São Paulo, onde se submete a novos tratamentos médicos depois de superar em novembro último as sessões de quimioterapia contra o câncer linfático diagnosticado em novembro.

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