Paraguaio recebe prêmio Nobel alternativo

Um paraguaio vítima de tortura, duas organizações - da Suécia e do Burundi - que lutam para combater o ódio racial e um cientista australiano receberam nesta segunda-feira o prêmio Right Livelihood, conhecido como o Nobel alternativo. As honrarias foram entregues durante uma cerimônia no Parlamento sueco, um dia antes da cerimônia de premiação do Nobel. O líder do Legislativo sueco, Bjoern von Sydow, considerou que os premiados deste ano representam ?partes indispensáveis na luta por um desenvolvimento justo, democrático e sustentável no mundo?. O Centro de Jovens Kamenge de Burundi, a organização sueca Kvinna till Kvinna pelos direitos das mulheres, o ativista dos direitos humanos Martín Almada - de Assunção, Paraguai - e Martin Greek, da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, dividiram o prêmio de 2 milhões de coroas (US$ 215.600). Os prêmios foram instituídos em 1980 por Jakob von Uexkull, um filatelista que vendeu sua coleção para financiar um programa a fim de reconhecer trabalhos que, em sua opinião, passam despercebidos pelos prestigiosos prêmios Nobel. Almada, que foi preso e torturado sob a ditadura de Alfredo Stroessner, foi premiado por seu valor e por seus persistentes esforços para "levar a um ajuste de contas" os autores de violações aos direitos humanos e para "levar seu país a um novo caminho de democracia". Por sua vez, o centro africano, fundado por missionários italianos em 1991, foi premiado por seus esforços em ajudar os jovens a construírem juntos um futuro, após nove anos de guerra civil em Burundi. Kvinna till Kvinna, ou ?Da mulher para a mulher?, foi fundado em 1993, em resposta à guerra nos Bálcãs e às atrocidades ali cometidas. Foi escolhido por seu êxito em aliviar as feridas causadas pelo ódio racial e a guerra, especialmente nas mulheres. O professor Greek foi reconhecido por seus avanços na pesquisa de tecnologias para aproveitar a energia solar.

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