Leigh Vogel/The New York Times
Leigh Vogel/The New York Times

Paralisação do governo dos EUA reduz em 0,52% crescimento da economia

Cálculos do governo americano apontam que a paralisação parcial, que já dura um mês, reduz o crescimento econômico do país em 0,13% por semana

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2019 | 19h55

WASHINGTON - Cálculos do governo americano apontam que a paralisação parcial, que já dura um mês, reduz o crescimento econômico do país em 0,13% por semana. Até o momento, o acumulado representaria uma queda de 0,52%, colocando em risco a projeção de crescimento real. No ano passado, a economia americana cresceu 2,2% no primeiro trimestre. 

Os prejuízos causados são maiores do que o que foi estimado anteriormente, segundo revisão do Conselho de Consultores Econômicos do governo. Para o presidente do órgão, Kevin Hassett, ainda é possível reverter a queda, mas a paralisação dos funcionários públicos precisa acabar o quanto antes. 

O vice-presidente americano, Mike Pence, tem minimizado os efeitos da paralisação na economia, mas assessores da Casa Branca estão agora alertando o presidente Donald Trump sobre o custo que ela pode ter para o crescimento do país. 

Trump, que tem atrelado seu sucesso político à economia, também enfrenta problemas em outras frentes, como um lento crescimento global, uma guerra comercial com a China e o impacto no déficit americano causado por um corte de impostos no valor de US$ 1,5 trilhão, aprovado no ano passado. 

Em uma tentativa de ilustrar os danos da paralisação, Hassett contou que um assessor teve de ser dispensado e começou a trabalhar como motorista do aplicativo Uber para conseguir pagar as contas. Por enquanto, porém, a Casa Branca não tem dado sinais de que o impasse terminará – nesta quarta-feira, 16, a paralisação chegou ao 26.º dia. 

A paralisação teve início no dia 22, após Trump se negar a assinar a lei que financia um quarto das agências do governo, a menos que o pagamento inclua mais US$ 5,7 bilhões destinados à construção de um muro ao longo da fronteira com o México.

O muro é um marco nas promessas de campanha de Trump durante a campanha presidencial de 2016. Quando era candidato, o republicano garantiu que o México pagaria pela construção, mas voltou atrás e disse que os mexicanos pagariam “indiretamente” pela obra. 

Na quarta-feira, 16, Trump continuou culpando os democratas pelo impasse e voltou a defender a construção do muro, dizendo no Twitter que as barreiras ao redor do mundo, sem especificar quais, “foram reconhecidas como 100% bem-sucedidas”. “Pare o crime na nossa fronteira!”, escreveu o presidente. / NYT e REUTERS 

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