REUTERS/Elijah Nouvelage
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Paralisação nos EUA provoca fila nos principais aeroportos do país

Nesta terça-feira, Senado americano deve votar proposta apresentada por Trump no sábado para destravar o impasse sobre o orçamento americano, que já dura mais de mês

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de janeiro de 2019 | 19h01

WASHINGTON  - O número de trabalhadores de segurança dos aeroportos americanos a não comparecer no trabalho no fim de semana em razão da paralisação do governo bateu recorde, sobrecarregando e causando longas filas nos pontos de checagem de alguns dos maiores aeroportos dos EUA. O número de faltas foi de 8% dos funcionários, enquanto que no ano passado, no mesmo período, ele foi de 3%. 

Nesta terça-feira, o Senado americano deve votar a proposta apresentada pelo presidente Donald Trump no sábado para destravar o impasse sobre o orçamento americano, que já dura mais de mês. Ele propôs aos democratas uma extensão da proteção temporária a jovens imigrantes levados pequenos pelos pais aos EUA e para refugiados que fogem de zonas afetadas por desastres. Em troca, quer US$ 5,7 bilhões para financiar a construção de um muro na fronteira com o México. Líderes democratas, que detêm a maioria na Câmara, já disseram que vetarão a proposta

A Administração de Segurança do Transporte (TSA, na sigla em inglês) admitiu que muitos de seus trabalhadores não estão conseguindo lidar com a dificuldade de se trabalhar sem receber pagamento. Como consequência, longas filas foram formadas em Nova York, Atlanta, Chicago e Miami. Pontos de checagem de vários aeroportos já vinham operando em plano de contingência. 

O porta-voz do TSA, Michael Bilello, disse que a agência enviou agentes especiais para ajudar no trabalho dos pontos de checagem. Esses agentes, normalmente, são requisitados quando há eventos como o Super Bowl ou em caso de crises como a passagem de grandes furacões. 

Segundo o porta-voz, todos os agentes especiais disponíveis foram mandados para os aeroportos e a agência deve contratar mais deles. “Mas a capacidade da TSA ainda é limitada e, se for preciso, fechará mais pontos de checagem para garantir a segurança.”

O professor de aviação da Universidade Aeronáutica Embry-Riddle Brent Bowen explicou que pedir para que os servidores do TSA continuem trabalhando sem receber pode ter um impacto inevitável. “Não podemos esperar que qualquer grupo de pessoas trabalhe indefinidamente sem receber”, disse Bowen. “Isso os afeta moralmente. Eles estão preocupados com suas famílias. Quando isso acontece, você não pode focar no seu trabalho como faria em uma circunstância normal.”

O especialista e co-presidente de um grupo de aviação da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina disse que os agentes da TSA têm um trabalho vital a desempenhar que, ao lado dos servidores da Administração Federal de Aviação, tem sido perigosamente afetado pela paralisação. Para ele, o país está “brincando com fogo”. 

Apesar do número recorde de faltas entre funcionários dos pontos de checagem em aeroportos no sábado, a agência disse que virtualmente todos os 1,6 milhão de passageiros selecionados foram entrevistados dentro do padrão de 30 minutos da agência e cerca de 94% foi liberados em 15 minutos ou menos. / W. POST e AP 

 

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