Paramilitar deve responder por 1.200 mortes na Colômbia

A Promotoria-Geral da Colômbia informou hoje que o paramilitar Rodrigo Zapata deve responder pela autoria intelectual de pelo menos 1.200 assassinatos. Os crimes foram cometidos entre 1997 e 2004 em Antioquia, no noroeste do país, segundo um promotor que falou sob condição de anonimato. Apelidado de Ricardo, Zapata foi capturado ontem por agentes da polícia judicial em um centro comercial do norte de Bogotá.

AE-AP, Agencia Estado

20 de março de 2009 | 14h46

Os crimes ocorreram nos municípios de Titiribí, Amagá e Angelópolis, onde atuaram quadrilhas a mando de Zapata. Ele deve comparecer à Justiça amanhã. Zapata é considerado homem de confiança do clã Castaño, dos irmãos Fidel, Vicente e Carlos Castaño Gil. No início dos anos 1980, esse clã formou as chamadas Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC), um grupo guarda-chuva que agrupou várias organizações paramilitares. Os três irmãos Castaño ou morreram ou estão em paradeiro desconhecido. As AUC começaram a se desmobilizar a partir de 2003.

Zapata se desmobilizou em 2004 com o chamado Bloco Calima, das AUC. Ele se apresentou inicialmente como um combatente de baixo escalão. Mais tarde, o chefe dessa unidade paramilitar revelou à Justiça a importância dele para o grupo. Pouco depois, ele fugiu sem confessar seus delitos.

Bolcheviques

Na madrugada de hoje, um importante nome do grupo rebelde Exército de Libertação Nacional (ELN), acusado de sequestros em zonas cafeteiras da Colômbia, foi morto em confronto com a polícia. Javier Galvis, apelidado Mauricio, era comandante do chamado bloco Bolcheviques da ELN, que atuava em áreas do Departamento (Estado) de Tolima, segundo o comandante da polícia estadual, coronel José Herrera. As autoridades informaram que havia pelo menos 13 ordens de prisão contra Galvis e também uma ordem de extradição dos Estados Unidos, por sequestro.

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