Paramilitar não quer diálogo com as Farc

O chefe das forças paramilitares colombianas, Carlos Castaño, que será um dos temas centrais da reunião, marcada para esta quinta-feira entre o presidente Andrés Pastrana e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Manuel Marulanda, advertiu nesta quarta-feira que seu direito a defender-se da guerrilha é "irrenunciável". Da clandestinidade, CastaÏo enviou uma carta a Pastrana, na qual assegura que, se o Exército garantir resultados efetivos contra a guerrilha, renunciará a exercer esse direito de defesa e se dedicará à atividade política. Castaño é líder das Autodefesas Unidas, grupo que afirma contar com 8.000 homens armados e que se enfrenta geralmente com as Farc. Para o líder paramilitar, "a intolerância" das forças militares permitiu "o fortalecimento" das Farc. Nesta quarta-feira, Marulanda afirmou que na cúpula de amanhã voltará a pedir a Pastrana ações efetivas contra o paramilitarismo e a criação de uma comissão de vigilância contra este movimento.

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