Paramilitares ameaçam romper acordo na Colômbia

O frágil acordo de paz do governo colombiano com grupos paramilitares sofreu ontem um duro golpe depois que Ernesto Baez, porta-voz dessas milícias de ultradireita, anunciou que seus membros "congelaram" a colaboração com a Justiça. A decisão, segundo Baez, foi tomada porque o governo "desrespeitou" o acordo - ponto de partida para a desmilitarização desses grupos - ao permitir que a Corte Suprema de Justiça emitisse uma resolução para julgar os paramilitares por formação de quadrilha, um crime comum, em vez de categorias de crimes políticos. Pelo acordo, assinado em 2003, os líderes "paras" ficariam presos por no máximo de 8 anos e os milicianos que não cometeram crimes contra a humanidade seriam soltos. Em troca, todos deveriam confessar seus delitos, indenizar suas vítimas e deixar de delinqüir. Para acabar com o impasse, o presidente Álvaro Uribe propôs ontem elaborar um projeto de lei que garanta os benefícios aos "paras". Ele advertiu, porém, que se eles não voltarem a colaborar serão levados à Justiça comum.

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