Paramilitares colombianos falam no Congresso

Os três maiores chefes paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) falaram para o Congresso colombiano, em meio a fortes medidas de segurança e protestos isolados dentro e fora do recinto. Salvatore Mancuso, principal líder das AUC, justificou em um discurso de 40 minutos a existência dos paramilitares, alegando que "substituem o Estado onde as autoridades não estão presentes".O paramilitar declarou que suas ações estão orientadas a evitar que a Colômbia se torne "outra Cuba". Mancuso, que chegou ao Congresso colombiano acompanhado de Ramón Isaza e Ernesto Báez, em meio a fortes medidas de segurança para participar de um fórum sobre a paz, defendeu o processo de diálogo em curso com o governo do presidente Álvaro Uribe há quase dois anos.O chefe paramilitar tentou explicar as razões que o levaram a criar as AUC, e disse que, por causa de pressões da guerrilha de esquerda e a "debilidade" do Estado nas regiões rurais, empunhou armas para "defender os interesses" de sua família. Ele reiterou que mantém sua decisão de abraçar a paz, mas advertiu que o fato de haver "recuperado" metade do território nacional que estava sob o controle da guerrilha esquerdista não pode ter como recompensa a prisão.

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