Paramilitares colombianos podem acabar no Iraque

Anúncio publicado num importante jornal colombiano por "uma empresa americana" procura pessoas com experiência militar. Para alguns analistas, o classificado colocado no jornal El Tiempo, dirigido a mercenários dispostos a trabalhar no Iraque, pode ser uma convocação para os milhares de combatentes paramilitares em busca de emprego, agora que suas facções estão sendo desmobilizadas."Tenho a esperança de que paramilitares que usavam serras elétricas estejam excluídos do regulamento", disse Adam Isacson, um especialista em Colômbia do Centro de Política Internacional, em Washington. "Mas, a menos que essas empresas sejam muito cuidadosas, acabarão a caminho de Bagdá... ex-terroristas protegendo contra terroristas".Os paramilitares, muitos deles ex-soldados do exército colombiano, travaram uma batalha sem misericórdia contra a guerrilha de esquerda na Colômbia, ao longo das últimas duas décadas. Foi um conflito marcado por massacres e assassinatos - às vezes, cometidos com motosserras. Dinheiro para a causa vinha do narcotráfico, e o governo dos EUA classificou os grupos como terroristas.O El Tiempo informa que o classificado tinha por objetivo recrutar ex-militares colombianos e policiais para trabalhar no Iraque, como guarda-costas e seguranças em oleodutos. O trabalho pagará US$ 7.700 (cerca de R$ 21.000) ao mês, salário superior ao do primeiro escalão do governo colombiano.

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