Paramilitares da Colômbia à beira da guerra interna

Os grupos paramilitares da Colômbia estão à beira de uma guerra interna, devido à decisão, tomada por algumas facções, de manter conversações de paz com o governo do presidente Alvaro Uribe. As Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) e o Bloco Central Bolívar (BCB), os principais grupos paramilitares, que somam cerca de 12.000 membros, ameaçaram aniquilar o Bloco Metro se ele não se integrar às negociações com o governo. Os comandantes Carlos Castaño e Salvatore Mancuso, das AUC, e Ernesto Báez, do BCB, disseram ao chefe do Bloco Metro, identificado como "Rodrigo", que se ele não se unir às conversações de paz será obrigado a retirar suas tropas de parte da cidade de Medellín e de algumas zonas do noroeste do país. "Temos um ultimato: ou nos desmobilizamos ou eles no desmobilizam", disse "Rodrigo". Castaño e seus aliados também pediram ao Bloco Metro que abandone sua postura radical contra o narcotráfico, já que esta facção se recusa a apelar para o tráfico ilegal para financiar suas atividades. "Se a opção é entre ceder ou lutar, vamos lutar", advertiu "Rodrigo". Os principais argumentos do Bloco Metro para manter-se à margem das negociações são que o desafio da guerrilha de esquerda ainda continua e que os outros paramilitares não se comprometeram a abandonar definitivamente o narcotráfico. "Não tem sentido entrar neste momento em negociações com o governo quando a guerrilha está fortalecida", explicou o chefe do Bloco Metro.

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