Paramilitares matam 2 manifestantes no Senegal

A polícia paramilitar do norte do Senegal abriu fogo nesta segunda-feira em manifestantes que protestavam contra os planos do atual presidente, Abdoulaye Wade, de concorrer a um terceiro mandato, matando uma mulher na faixa dos 60 anos e um jovem estudante secundarista, disseram uma testemunha e um grupo de defesa dos direitos humanos. A violência não é comum no Senegal, uma nação pacífica na costa da África Ocidental, e sugere uma escalada na crise política.

AE, Agência Estado

30 de janeiro de 2012 | 21h10

A legalidade do projeto de Wade, de 85 anos, de concorrer a um terceiro mandato, é questionada. A Constituição do Senegal foi revisada em 2001 e passou permitir um segundo mandato. Wade, que chegou ao poder em 2000, argumenta que está isento da proibição porque foi eleito antes da aprovação da mudança constitucional de 2001. Na manhã de hoje, juízes rejeitaram um apelo da oposição para que a Justiça vetasse um terceiro mandato a Wade. Então a oposição convocou a manifestação para mais tarde nesta segunda-feira na cidade de Podor, 480 quilômetros ao norte de Dacar, capital senegalesa.

Amadou Niang, morador de Podor que é o correspondente local do jornal Le Soleil, disse que a polícia paramilitar tentou dispersar a multidão com gás lacrimogêneo, mas ficou sem as bombas. Quando a multidão não quis se dispersar, os paramilitares começaram a atirar com munição de verdade, disse Niang. A Anistia Internacional, organização de defesa dos direitos humanos com sede em Londres, confirmou as duas mortes.

As informações são da Associated Press.

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