Paramilitares querem prisioneiros livres para negociarem a paz

Os paramilitares ultradireitistas das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) prevêem que o final do conflito armado na Colômbia "não está longe", mas pedem a libertação de seus membros presos para negociarem a paz. Carlos Castaño, o chefe político das AUC, declarou que para iniciar as negociações de paz com o governo este deverá colocar em liberdade 1.153 paramilitares que estão detidos. Na mesma declaração, Castaño diz aos prisioneiros membros das AUC que devem seguir as instruções que lhes foram dadas e manter "a disciplina e o valor para suportar sua difícil situação até o final do conflito, que não está distante". O governo do presidente Andrés Pastrana sempre rejeitou a possibilidade de uma negociação de paz com as AUC - que agora, com 11.000 combatentes, são a segunda maior força armada ilegal do país depois de seus principais inimigos, os rebeldes esquerdistas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Sua liberdade será nossa primeira exigência em um processo de negociação entre as AUC e o governo nacional", diz a declaração divulgada através da página que a força mantém na Internet. Aparentemente, as conversações de paz com as AUC se desenvolverão no futuro governo do recém-eleito presidente Alvaro Uribe Vélez, que assumirá o poder em 7 de agosto próximo. Uribe solicitou a intermediação internacional para iniciar durante seu próximo governo um processo de paz com os grupos armados. No entanto, não indicou se tal processo se desenvolverá unicamente com os rebeldes das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN)ou também com as AUC.

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