Paramilitares se opõem a diálogo entre governo e ELN

Os paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) anunciaram que responderão "com a força em defesa dos interesses dos camponeses" do sul do departamento (estado) de Bolívar se o governo ordenar a desocupação de dois povoados da região para iniciar conversações de paz com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN). O chefe da milícia direitista, Carlos Castaño, afirmou que se não houver acordo e o governo obrigar os camponeses a desocuparem a área, "as autodefesas intervirão militarmente para defender os interesses dessas comunidades". Cerca de 10 mil camponeses bloquearam por três dias as estradas do sul dos departamentos de Bolívar, Santander e César em protesto contra a intenção do governo de criar em Catagallo e San Pablo uma zona de distensão para dialogar com o ELN. Bogotá responsabilizou os paramilitares e narcotraficantes por incentivarem as mobilizações, a fim de impedir que o governo chegue a um entendimento com os guerrilheiros.Os camponeses se retiraram na quarta-feira das áreas bloqueadas após uma série de reuniões com funcionários do governo, que assumiram o compromisso de consultarem a comunidade antes da tomada de qualquer decisão. Castaño, por sua vez, admitiu que sua organização havia incentivado as manifestações, que provocaram a paralisação dos transportes entre a costa norte e a região andina da Colômbia.

Agencia Estado,

24 de fevereiro de 2001 | 00h38

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