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Parceria com o Brasil será fundamental

Hoje, com a posse de Barack Obama, o 44º presidente dos EUA, devemos considerar as extraordinárias oportunidades que nossas nações têm de construir parcerias mais profundas e duradouras. Este é o começo de uma nova era de cooperação regional. Como disse o presidente Obama: "Hoje começamos o trabalho de garantir que o mundo que deixaremos para nossos filhos seja um pouco melhor do que o que habitamos hoje."Os EUA compartilham o continente com muitas nações que adotaram uma visão comum para seus povos. É uma visão que dá aos cidadãos a liberdade de moldar seu destino político e buscar oportunidades econômicas ilimitadas. Compartilhamos desafios que são transnacionais, que não conhecem fronteiras; e temos a responsabilidade de enfrentá-los juntos com nossos parceiros. Isso exige uma liderança regional capaz de inspirar, motivar e mobilizar os povos das Américas.Os dois meses seguintes à eleição presidencial americana deram novas provas dos desafios que temos à frente, não apenas em nossa região, mas também no mundo: um novo conflito em Gaza, a contínua crise financeira, atentados terroristas em Mumbai, cólera no sul da África, notícias do rápido derretimento de geleiras e até mesmo o ressurgimento da pirataria, além de questões regionais, como crime organizado, gangues, drogas, desastres naturais, imigração, questões de saúde pública e de prosperidade econômica.De fato, estamos em uma encruzilhada. Não há nenhum país com recursos ou capital intelectual para tratar sozinho das questões que afetam nossas sociedades. Nenhum país tem monopólio sobre a sabedoria. Juntas, as nações devem se valer das extraordinárias oportunidades para transformar nossa comunidade global no século 21. E que países estão mais estreitamente afinados para trabalhar em parceria e liderar os esforços do que EUA e Brasil - democracias vibrantes, economias de mercado e sociedades diversas, arraigadas em tradições europeias, latinas e africanas, convivendo lado a lado?Os presidentes Lula e Bush trabalharam em estreita cooperação para estabelecer uma parceria com base na amizade, no respeito mútuo e nos interesses comuns dos nossos cidadãos. Devemos fortalecer essa parceria. O presidente Obama está preparado para fazê-lo. Sua eleição foi um divisor de águas que trouxe esperança não somente para os americanos, mas também para os brasileiros.O presidente Obama reconhece que os EUA devem continuar a ser uma força positiva no continente. O presidente Lula também reconhece que o Brasil é uma força positiva para as Américas. Durante a campanha eleitoral, Obama ressaltou que "o que é bom para os povos das Américas é bom para os EUA". Em nosso continente temos a chance de melhorar a cooperação e alcançar objetivos compartilhados nas áreas econômica, de segurança e ambiental que afetam a todos nós. Como disse a senadora Hillary Clinton, indicada para secretária de Estado, em sua sabatina de confirmação: "Estamos ansiosos para trabalhar em muitas questões durante a Cúpula das Américas, em abril, e atender ao pedido do presidente eleito para estabelecer uma nova parceria energética das Américas, construída em torno de tecnologias que já compartilhamos e de novos investimentos em energia renovável."Agora é o momento de uma nova era de cooperação regional e internacional que fortaleça antigas parcerias e construa novas para enfrentar os desafios do século 21 - terrorismo e proliferação nuclear, reforma do sistema financeiro e revitalização da economia, além de energias alternativas e mudanças climáticas, pobreza e doenças.Em 2009, devemos renovar o sentimento de que temos objetivos comuns. Precisamos ter em mente que nossos destinos são inseparáveis. Se os EUA e o Brasil concordarem em liderar, certamente os outros seguirão. O futuro parece de fato promissor, e tenho muita confiança naquilo que as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental - Brasil e EUA - podem conquistar. Trabalhemos juntos para fazer do nosso continente e do mundo um lugar melhor.*Clifford Sobel é embaixador dos EUA no Brasil

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