Parciais indicam vitória do partido governista em Angola

Com mais de cinco milhões de votos apurados até o final da tarde de hoje, funcionários da justiça eleitoral de Angola disseram que o partido governista, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), obteve cerca de 80% dos sufrágios. O principal partido de oposição, a União Nacional para a Libertação Total de Angola (UNITA), obteve 10% dos votos. Ainda não está claro quando o resultado final será anunciado e também não se sabe quantos dos oito milhões de eleitores votaram. Mais cedo, a UNITA reconheceu a derrota na eleição legislativa para o partido do presidente Eduardo dos Santos. Observadores da União Européia disseram hoje que a primeira eleição parlamentar em dezesseis anos em Angola teve organização ruim, mas elogiaram a calma e o entusiasmo com os quais os angolanos deram um passo em direção à democracia, após décadas de guerra civil. Em coletiva de imprensa, a chefe da missão da União Européia, Luisa Morgantini, foi questionada várias vezes se achou as eleições livres e justas. Ela retrucou aos repórteres que esses termos são "muitos vagos". O relatório de Morgantini, com 14 páginas, indica problemas como atrasos de horas para votação e seções eleitorais que não tinham cédulas para os eleitores. Mas o relatório também afirma que as eleições foram pacificas e que não houve violência na sexta-feira e sábado, dias de votação. O relatório informa que o comparecimento foi alto. "Após a devastadora guerra que Angola sofreu, essas eleições foram um passo em direção à consolidação de uma democracia multipartidária, o que é um elemento fundamental para a paz, estabilidade e desenvolvimento sócio-econômico", disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão barroso, em comunicado expedido em Bruxelas.

AE-AP, Agencia Estado

08 de setembro de 2008 | 19h47

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