Parcial dá vitória apertada a partido governista holandês

Resultados parciais das eleições realizadas nesta quarta-feira na Holanda indicam que o partido Apelo Cristão-Democrático (CDA), do primeiro-ministro Jan Peter Balkenende, obteve uma vitória apertada e terá de compor um governo de coalizão. De acordo com as apurações divulgadas até a noite desta quarta-feira, o CDA conquistou 41 cadeiras na câmara baixa do Parlamento, composta por 150 membros. Para alcançar a maioria, um dos partidos ou blocos de partidos teria de ter elegido pelo menos 76 parlamentares. O atual aliado dos cristãos-democratas, o Partido por Liberdade e Democracia (Liberal), teria obtido 22 assentos, ainda de acordo com os dados parciais do Conselho Eleitoral Holandês. Somados, portanto, os cristãos-democratas e os liberais teriam 63 assentos. O Partido Trabalhista, de oposição, teria ficado com 33 cadeiras, segundo os resultados preliminares. "Coalizão Frankenstein" Se confirmado, o resultado levará Balkenende a um processo possivelmente longo de negociações, com o objetivo de formar um governo de coalizão. A divisão nas urnas já gera na Holanda um debate sobre uma coalizão do tipo Frankenstein, que reúna improváveis parceiros de direita e esquerda. As apurações parciais indicam que o partido que mais avançou foi o Socialista, que teria se tornado o terceiro maior do Parlamento, com 25 cadeiras (16 a mais do que tinha antes). Outro destaque foi o Partido pelos Animais, que conquistou dois assentos, o que, se confirmado, trará o primeiro partido que defende os direitos dos animais a integrar um parlamento europeu. Cerca de 12 milhões de pessoas tinham opção de votar na eleição desta quarta-feira. Os parlamentares são eleitos por um período de quatro anos, num sistema de representação proporcional. Foco na imigração O governo da coalizão liderada pelos cristãos-democratas desmoronou em junho, depois da polêmica envolvendo o questionamento da cidadania holandesa de uma política nascida na Somália. A imigração é uma questão crucial na política holandesa desde que o político independente Pim Fortuyn e o cineasta Theo van Gogh, dois ativistas que lutavam contra o extremismo muçulmano, foram assassinados. Apesar disso, no último debate de TV, na véspera das eleições, os líderes dos partidos se concentraram mais nas reformas do que na questão da imigração.

Agencia Estado,

23 Novembro 2006 | 00h29

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