Parentes aprovam plano chavista

Famílias de reféns mostram-se satisfeitas com transparência da ação

Bogotá, O Estadao de S.Paulo

27 de dezembro de 2007 | 00h00

As famílias dos três reféns que serão libertados pela guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) aprovaram ontem o plano elaborado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e esperavam que o governo de Bogotá autorizasse a operação de resgate, aprovação que veio horas depois.Sorrindo, Patricia Perdomo, filha da refém Consuelo González Perdomo, disse que estava feliz com o plano de Chávez, que ela acompanhou pela TV em sua casa, no norte de Bogotá. "Estou certa de que o presidente (Álvaro) Uribe vai autorizar", disse a jornalistas. "Parece uma boa fórmula", disse Ivan Rojas, irmão de Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência da Colômbia. Mas ele disse preferir que Clara e Emmanuel - o menino que ela teve no cativeiro com um guerrilheiro - permaneçam no território colombiano após a libertação e não sejam levados a Caracas. "Preferimos que os entreguem (ao representante de Chávez) em Villavicencio e depois os trasladem diretamente para cá (Bogotá). Não vale a pena transferi-los a Caracas, é um desgaste", disse Rojas. "O beijo (em Emmanuel) pode ser dado tanto em Villavicencio como em Bogotá", acrescentou Rojas, que preferiu não responder a uma pergunta da France Presse sobre se Chávez estava tentando aproveitar politicamente a situação. Rojas também defendeu que a libertação de sua irmã - seqüestrada em fevereiro de 2002 com a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt - seja feita de modo transparente e não em uma operação clandestina. Patricia também concordou com Rojas nessa questão e destacou o fato de que a entrega ocorrerá na presença de representantes da França, Argentina, Brasil, Bolívia e Equador. "Estão tomando as medidas necessárias de segurança para que nossos parentes voltem nas melhores condições."MENSAGEMPoucas horas após Chávez anunciar que aguardava um sinal verde de Bogotá, o chanceler colombiano, Fernando Araújo, enviou uma mensagem a seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, informando que o governo da Colômbia autorizava a missão humanitária nos termos propostos pela Venezuela e havia delegado como seu representante Luis Carlos Restrepo, comissário de paz. A Colômbia, por questões constitucionais, pediu que os aviões usados na missão humanitária levem o emblema do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A organização disse que está disposta a colaborar, mas não recebeu nenhum pedido oficial.FRANCE PRESSE, REUTERS, EFE E ASSOCIATED PRESS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.