Parentes das sul-coreanas libertadas temem por outros reféns

Coréia do Sul confia que libertação foi "bom indício" para entrega dos outros 19 reféns em poder do grupo

Cecilia Heesook Paek, da Efe,

14 de agosto de 2007 | 10h02

Os parentes das duas sul-coreanas libertadas na segunda-feira no Afeganistão lamentaram que o Taleban mantenha em cativeiro outros 19 missionários, enquanto o governo da Coréia do Sul espera conseguir a pronta libertação de todo o grupo.   "Sinto muito pelos outros 19 que ficaram lá. Estou mais aflita que alegre", disse Sun Yon-ja, mãe de uma das reféns libertadas, Kim Gina.   Kim Gina, de 32 anos, e Kim Kyung-ja, de 37 anos, foram libertadas na segunda-feira pelos taleban como "gesto de boa vontade incondicional", após três dias de negociações diretas com uma delegação sul-coreana na cidade afegã de Ghazni.   As duas mulheres faziam parte de um grupo de 23 sul-coreanos, entre eles 18 mulheres, que foram seqüestrados em 19 de julho.   Dois homens que integravam o grupo foram executados dias depois de o governo afegão se negar a atender às reivindicações do grupo insurgente de trocar seus presos pelos reféns.   O presidente Roh Moo-hyun afirmou nesta terça-feira, 14,  sua esperança de que a libertação das duas reféns seja um "bom indício" que leva à entrega do resto dos reféns. Ao presidir a reunião de seu Gabinete, ele ordenou a seu governo que dedique todos os esforços a libertar os 19 sul-coreanos seqüestrados.   O porta-voz dos parentes dos reféns, Cha Song-min, também mostrou sua esperança de que todos os seqüestrados sejam libertados em breve.   Os parentes dos reféns visitaram a Embaixada da Indonésia em Seul. Eles entregaram 19 rosas e um DVD com imagens dos reféns. Foi a sexta visita das famílias a uma missão diplomática para pedir o apoio à sua causa. Eles estiveram antes nas representações dos Estados Unidos, Arábia Saudita, Irã, Paquistão e Emirados Árabes.   O grupo também deve elaborar seu quarto vídeo para divulgação no site YouTube. No entanto, a viagem a Dubai que estava prevista foi cancelada para não afetar as futuras negociações.   A imprensa sul-coreana afirma nesta terça que as negociações futuras com o Taleban constituirão um processo longo e complicado. O grupo insurgente afegão mantém sua reivindicação de que o governo do presidente Hamid Karzai solte rebeldes presos. Mas Cabul se recusa a ceder às exigências.   "Será preciso agir com muita paciência para solucionar de forma total o seqüestro", disse um funcionário de Seul citado pelo jornal sul-coreano Kyonghang.   Segundo a agência sul-coreana Yonhap, as duas reféns postas em liberdade, que viajarão em breve à Coréia do Sul, serão protegidas por um programa especial do governo para que suas declarações não afetem as negociações com os taleban.   Um funcionário sul-coreano citado pela Yonhap destacou que agora o mais importante é a segurança dos outros 19 reféns. Por isso, Kim Gina e Kim Kyungja ficarão sob custódia do governo. Segundo a Casa Presidencial sul-coreana, as negociações diretas com os radicais não foram retomadas.

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