Parentes de acusado de matar modelo mirim põem sua história à venda

Os parentes de John Mark Karr, ex-professor acusado de matar a modelo mirim JonBenet Ramsey, de apenas seis anos, ofereceram nesta quarta-feira os direitos cinematográficos e editoriais da história da família com o objetivo de contratar um advogado de alto padrão para defendê-lo.O pai e o irmão do acusado contrataram o ator, produtor e autor Larry Garrison para representá-los em qualquer negócio e para ajudá-los a encontrar um bom advogado para Karr, que está detido em uma prisão em Los Angeles e aguarda transferência para o Colorado, onde será julgado pelo supostos crime contra a garota - ocorrido em 1996. Garrison contou à Associated Press que enquanto os direitos filmográficos e literários da família estiverem assegurados, nenhum dinheiro será feito em cima da história. Ele disse que doará parte de qualquer valor feito em cima do fato. "Eles não querem o dinheiro para eles mesmos", disse o autor. "Eles querem ajudar a instituição de ensino John´s boys e garantir que todos os contratos legais sejam cobertos." Garrison escreveu e produziu diversos filmes e teve pequenas participações como ator. Ele disse que a família irá procurar um conhecido advogado para representar Karr. "Atualmente ele tem um defensor público o representando. É desejo deles buscar alguém melhor." Karr contou a repórteres na Tailândia, no domingo, que ele estava presente em Atlanta quando JonBenet morreu e que sua morte foi um acidente. Ele não disse especificamente que a matou. Sua família, no entanto, insiste em dizer que o professor estava na Geórgia no momento do crime. O ex-professor concordou na terça-feira em ir ao Colorado, sem ser necessário uma extradição. Em uma aparição de no máximo dois minutos ele mostrou-se impaciente e suas expressões mudaram apenas quando ele, lentamente, fechou os olhos enquanto o juiz lia sua acusação de assassinato em primeiro grau. Karr "vem sendo retratado pela mídia como sendo mentalmente instável, doente, mentalmente doente. E ele não é nenhuma dessas coisas", disse Jamie Harmon, advogada que o representou em 2001, quando ele foi acusado de porte de pornografia infantil na Califórnia. Segundo Harmon, seu antigo cliente anseia em "ter a oportunidade de ter as acusações contra ele mesmo". Ela acrescentou que o acusado é muito inteligente. "Ele é um tipo diferente de pessoa, (...) e essa diferença foi construída pela mídia como errada e, de alguma forma, não balanceada." Na quarta-feira, Quientana Ray, mulher que teve um caso com Karr quando tinha 13 anos, disse a um programa televisivo que Karr estava sob controle e que costumava contá-la sobre suas fantasias com garotas pequenas. "Estava drogada e as coisas eram feitas comigo sem eu ter idéia", informou Ray.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.