Ng Han Guan/AP
Ng Han Guan/AP

Parentes de chineses do voo MH 370 enfrentam polícia em protesto

Pessoas acusam o governo da Malásia de 'atrasos e mentiras' sobre a queda do avião da Malaysia Airlines

O Estado de S. Paulo,

25 de março de 2014 | 10h23

PEQUIM - Dezenas de parentes de passageiros do voo MH 370 entraram em confronto com a polícia em Pequim nesta terça-feira, 25, acusando a Malásia de "atrasos e mentiras", um dia depois de o país confirmar que o avião caiu no Oceano Índico, perto da cidade australiana Peth.

Cerca de 20 dos 30 manifestantes jogaram garrafas d'água na embaixada da Malásia e tentaram invadir o prédio, exigindo se reunir com o embaixador, disseram testemunhas. Mais cedo, os parentes, muitos com o rosto coberto de lágrimas, gritaram "o governo malaio nos enganou" e "Malásia, devolva nossos parentes" enquanto marchavam pacificamente com faixas.

O luto e a fúria dos parentes foram deflagrados segunda-feira 24, depois que o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, anunciou que o avião da Malaysia Airlines, que desapareceu no dia 8 de março quando voava de Kuala Lumpur a Pequim, caiu no Oceano Índico.

Citando análises de dados de satélite feitas pela empresa britânica Inmarsat, Razak disse não haver dúvida de que o Boeing 777 caiu no oceano em uma região remota - uma admissão implícita de que todas as 239 pessoas a bordo morreram.

O mau tempo na região, distante da costa oeste da Austrália, forçou a suspensão das buscas por destroços nesta terça-feira, logo depois de uma série de imagens de satélite levantarem as esperanças de que os restos da aeronave seriam encontrados.

A confusa resposta inicial da Malásia ao desaparecimento do Boeing 777 e a percepção de uma comunicação ruim enfureceram muitos parentes dos mais de 150 chineses a bordo da aeronave e estremeceram os laços entre Pequim e Kuala Lumpur.

Depois do anúncio de Razak, o vice-ministro das Relações Exteriores da China, Xie Hangsheng, exigiu que a Malásia entregasse todas as análises de dados de satélite relevantes que mostrem como o país chegou a conclusões sobre o destino do avião./ REUTERS

 
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