REUTERS/Haiti National Police
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Parentes de Maduro podem ser condenados à prisão perpétua nos EUA

Segundo a promotoria, eles conspiraram com outras pessoas e realizaram vários encontros durante o mês de outubro, na Venezuela, para organizar o envio de uma carga de cinco quilos de cocaína

O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 18h55

NOVA YORK -  Um afilhado e um sobrinho do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, podem ser condenados à prisão perpétua nos Estados Unidos, após terem sido detidos por narcotráfico, informou nesta quinta-feira, 12, o promotor do caso, Preet Bhrara.

Efraín Antonio Campos Flores, afilhado do líder venezuelano, e Francisco Flores de Freitas, sobrinho de Maduro, foram acusados por conspirar para introduzir cocaína nos EUA. Ambos devem comparecer hoje a um tribunal de Nova York para serem ouvidos pelo juiz designado para o caso, James L. Cott. 

Segundo a promotoria, eles conspiraram com outras pessoas e realizaram vários encontros durante o mês de outubro, na Venezuela, para organizar o envio de uma carga de cinco quilos de cocaína passando por Honduras. Ambos foram presos nesta semana em Porto Príncipe, no Haiti, e entregues às autoridades americanas.

Por enquanto, eles serão julgados por narcotráfico, segundo a acusação aprovada por um grande júri de Nova York, uma primeira etapa habitual em muitos processos judiciais nos EUA. Campos Flores, de 29 anos, foi criado pela mulher do presidente venezuelano, Cilia Flores, que é tia do outro preso.

A acusação ocorre em um momento no qual há várias investigações abertas nos EUA sobre narcotráfico e lavagem de dinheiro por parte da cúpula militar venezuelana, a polícia e funcionários do governo.

Em mensagem no Twitter após a divulgação da notícia, Maduro afirmou que a prisão de seu sobrinho e afilhado foi uma "emboscada imperialista" e, apesar disso, o país seguirá "seu caminho". / EFE

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