Parentes de vítimas de acidente na Coreia do Sul fornecem DNA para ajudar identificação

Alguns parentes das mais de duzentas crianças desaparecidas na balsa afundada na Coreia do Sul ofereceram amostras de DNA neste sábado para ajudar a identificação dos mortos, enquanto o resgate se transformou em uma missão para recuperar a embarcação e os corpos das pessoas a bordo.

Reuters

19 de abril de 2014 | 10h18

O Sewol, que levava 476 passageiros e tripulantes, afundou na quarta-feira em uma viagem do porto de Incheon para a ilha turística de Jeju, no sul do país. Trinta e duas pessoas tiveram suas mortes confirmadas.

O capitão Lee Joon-seok, de 69 anos, foi preso nas primeiras horas deste sábado acusado de negligência, assim como dois membros da tripulação, incluindo o terceiro imediato, que controlava o timão no momento do acidente.

Mais tarde os promotores disseram que o terceiro imediato conduzia o Sewol nas águas onde virou e afundou pela primeira vez em sua carreira.

Indagado por que as crianças receberam ordens de ficar na cabine ao invés de abandonar o navio, Lee, aparentemente perturbado pela dimensão do desastre, disse aos repórteres que temeu que caíssem na água pela correnteza forte e fria.

Relatos iniciais mostraram que a balsa se inclinou fortemente e virou, talvez devido a uma mudança de posição na carga que levava, e membros da tripulação disseram que o capitão, que não estava na ponte de comando inicialmente, tentou em vão endireitar o navio.

Cerca de 500 parentes das 270 pessoas listadas como desaparecidas assistiram ao vídeo submarino feito nas águas turvas depois que mergulhadores relataram ter visto três corpos através das janelas.

O número oficial de desaparecidos foi revisado em relação à estimativa inicial de 269.

(Por Ju-min Park e Jungmin Jang)

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