Parentes de vítimas do 11/9 querem reunião com FBI sobre grampos

Policiais teriam recebido suborno para obter gravações telefônicas para o 'News of the World'

Reuters

18 de julho de 2011 | 16h46

NOVA YORK - Familiares de vítimas dos ataques do 11 de Setembro pediram para se encontrar com o FBI e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para terem acesso ao inquérito preliminar da agência sobre os relatos de que repórteres da News Corp teriam tentado grampear os telefones de vítimas dos ataques.

 

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Autoridades americanas reconheceram que estão averiguando informações publicadas pelo jornal britânico Daily Mirror, segundo as quais repórteres do tabloide concorrente News of the World ofereceram suborno a policiais de Nova York para obter gravações telefônicas de algumas das vítimas do 11 de Setembro.

A reportagem do Mirror, que cita fontes não identificadas, ainda não foi confirmada independentemente, mas já despertou temores nos Estados Unidos sobre o tamanho no país do escândalo de grampos telefônicos envolvendo a News Corp que atingiu a Grã-Bretanha.

O procurador de Nova York Normal Siegel, que representa familiares de vítimas do 11 de Setembro em três ações judiciais, enviou cartas nesta segunda-feira solicitando encontros com o diretor do FBI, Robert Mueller, o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, e o deputado John Conyers, do Comitê Judiciário da Câmara.

Um porta-voz do FBI disse que não pode passar informações sobre o inquérito, mas disse que o Programa de Assistência a Vítimas do FBI está em contato regularmente com as famílias sobre a investigação.

"Nós iremos, com certeza, fornecer a resposta apropriada a qualquer carta dos representantes das vítimas do 11 de Setembro", disse Bill Carter, do gabinete nacional de imprensa do FBI.

Segundo a reportagem do Daily Mirror, os jornalistas do News of the World queriam detalhes das ligações feitas pelas vítimas dos ataques nos dias antes do 11 de Setembro de 2001.

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