Parentes identificam vítimas de massacre em Burundi

Refugiados tutsis congoleses que sobreviveram a um ataque promovido por extremistas hutuscontra um acampamento operado pela Organização das Nações Unidas (ONU) começaram hoje o doloroso processo de identificação de pelo menos 150 corpos de amigos e familiares mortos,arrastados e queimados em um episódio de violência étnica que remonta ao genocídio de 1994 na vizinha Ruanda.Autoridades do Burundi, onde ocorreu o massacre, finalizavam hoje os preparativos para sepultar as vítimas, cujos corpos jazem sobre utensílios domésticos e partes carbonizadas do que um dia foram suas casas. O coronel Adolphe Manirakiza comentou que soldados do Exército do Burundi foram enviados à fronteira para conter novos episódios de violência contra os refugiados.Um grupo rebelde hutu baseado no Burundi assumiu a responsabilidade pelo ataque da noite de sexta-feira contra o campo de refugiados de Gatumba. O local abriga tutsis congoleses - conhecidos também como banyamulenges - que fugiram do conflito em seu conturbado país de origem.Autoridades locais disseram suspeitar que hutus extremistas estabelecidos na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) e em Ruanda também participaram do massacre. Inicialmente, os relatos davam conta de cerca de 180 mortos, mas o número foi revisado hoje pelas autoridades do Burundi.

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