EFE/EPA/YOAN VALAT
EFE/EPA/YOAN VALAT

Paris amanhece após pior pesadelo terrorista da história da França

Balanço oficial é de 128 mortos e 200 feridos, dos quais 80 se encontram em estado grave; oito terroristas foram mortos na onda de ataques

O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2015 | 06h30

PARIS - A cidade de Paris amanheceu neste sábado, 14, após viver na noite de ontem o pior massacre terrorista da história da França, com um balanço provisório de 128 mortos e 200 feridos, dos quais 80 se encontram em estado grave.

Sete dos oito terroristas que se tem conhecimento que participaram dos ataques morreram ao detonarem os explosivos que carregavam consigo, enquanto o oitavo foi abatido pela polícia.

Os agressores realizaram seis ataques quase simultâneos na capital: tiroteios em vários bares e cafés do centro, uma tomada de reféns na casa de shows Bataclan, na qual morreram pelo menos 70 pessoas, e três explosões nas imediações do Stade de France, onde a seleção nacional disputava um amistoso contra a Alemanha.

O pior balanço se registrou na casa de shows Bataclan, onde quatro terroristas foram neutralizados após assassinarem várias pessoas no local. Os agressores entraram no recinto com os rostos descobertos e portavam submetralhadoras.

Outros três terroristas morreram em explosões nas imediações do recinto esportivo quando detonaram as bombas que carregavam consigo.

O presidente da França, François Hollande, fez dois pronunciamentos aos meios de comunicação após a tragédia, primeiro no Palácio Eliseu, onde anunciou o fechamento das fronteiras e o estado de emergência, e, depois, na casa de shows Bataclan, onde garantiu que não terá "piedade" com os terroristas.

Hoje, o presidente participa de uma reunião do Conselho de Defesa Nacional às 9h locais (6h de Brasília) e suspendeu sua viagem à cúpula do G-20 na Turquia devido às circunstâncias excepcionais, que requerem medidas sem precedentes.

Além de fechar as passagens fronteiriças, a França mobilizou 1,5 mil militares, estabeleceu protocolos de urgência nos hospitais e proibiu a realização de espetáculos em Paris, pelo menos, neste sábado. / EFE

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