Thaier Al-Sudani/Reuters
Thaier Al-Sudani/Reuters

Paris e Londres admitem ajuda a rebeldes líbios

Insurgentes receberam dinheiro para pagar funcionários e armas para lutar contra Kadafi

, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

PARIS

Rebeldes líbios receberam doações ocidentais para pagar salários de servidores do setor público nas áreas controladas por opositores e armas para combater as forças do ditador Muamar Kadafi. A informação foi confirmada ontem por representantes dos governos britânico e francês.

França e Grã-Bretanha, apoiadas pelos EUA, estão entre as principais potências por trás da campanha aérea liderada pela Otan para proteger civis dos ataques de Kadafi.

As Forças Armadas francesas confirmaram a a informação divulgada pelo jornal Le Figaro de que Paris forneceu armas, munições, alimentos e medicamentos aos rebeldes no início do mês. " Houve entregas humanitárias porque a situação estava piorando e parecia que a segurança ameaçava os civis que não podiam se defender", disse o porta-voz Thierry Burkharda.

Segundo o jornal, a ajuda foi enviada com paraquedas depois que o governo líbio recusou um pedido da ONU para permitir a passagem de um carregamento de ajuda humanitária.

O secretário de Relações Exteriores britânico, Willian Hague, também confirmou ontem a parlamentares de seu país que um primeiro pagamento de US$ 100 milhões em ajuda foi feito à oposição ao regime de Kadafi.

O Conselho Nacional de Transição da Líbia disse que o dinheiro será usado para pagar o salário de professores, garis e outros trabalhadores. O ministro das Finanças da oposição, Ali Tarhouni, avisou no início da semana que hospitais na cidade de Benghazi estavam com baixo estoque de medicamentos. / REUTERS

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