Paris e Londres exigem rápida resolução da ONU sobre Darfur

Governos pressionam para que seja enviada uma força de segurança com 26 mil efetivos para proteger civis

Efe,

20 de julho de 2007 | 09h43

A França e o Reino Unido exigiram nesta sexta-feira, 20, a adoção o mais rápido possível de uma resolução da ONU para o envio de uma força de paz à região sudanesa de Darfur.   O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciaram nesta sexta, em Paris, que enviarão seus ministros de Exteriores à ONU para levar a mensagem de que é "urgente" atuar, e que a situação não pode continuar assim.   Sarkozy e Brown disseram que estão dispostos a viajar "juntos" para a província sudanesa, assim como a Cartum e ao Chade, caso a resolução seja adotada, afirmaram em entrevista coletiva, após um encontro de trabalho no Palácio do Eliseu.   "Há urgência. As pessoas estão morrendo e sofrendo. Tem que parar", disse Sarkozy, que recebeu nesta quinta-feira o presidente do Chade, Idriss Déby.   Brown insistiu também na urgência de agir frente a um dos grandes dramas humanos atuais, com dois milhões de deslocados e quatro milhões ameaçados pela crise de fome, e mais de 200.000 mortos devido ao conflito.   "Trabalhando juntos, podemos obter" a adoção de uma resolução na ONU que permitirá a "rápida" chegada a Darfur de uma força conjunta (da organização mundial e da União Africana), disse.   Afirmou que os ministros de Exteriores dos dois países irão o mais rápido possível a Nova York para transmitir a mensagem da "importância" da resolução e de um "cessar-fogo".   'Estratégia'   O dirigente britânico traçou os principais elementos da "estratégia" que as duas capitais pregam: a resolução da ONU, a obtenção de um cessar-fogo no terreno, e uma ajuda econômica para a reconstrução do país.   E advertiu às autoridades sudanesas que podem enfrentar o endurecimento de "certas sanções", se não houver "progressos reais e tangíveis".   "Estamos dispostos", uma vez adotada a resolução na ONU, a "ir a Darfur e dizer que faremos nossa parte na reconstrução econômica", e para que as autoridades de Cartum entendam "claramente" que a comunidade internacional espera ações para "proteger vidas humanas", disse o primeiro-ministro britânico.   Brown expressou a esperança de que a China - aliada do regime de Darfur e um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - apóie a resolução, assim como os outros membros do órgão, e ressaltou a necessidade da "pressão" sobre as autoridades sudanesas para que atuem.   O projeto de resolução apresentado este mês no Conselho de Segurança da ONU prevê o envio de 26 mil efetivos a Darfur, para proteger os civis e o pessoal humanitário.   Trata-se de uma força conjunta entre a ONU e a União Africana (UA), e que integraria os 7.000 soldados já enviados à região pela UA.   Há poucos dias, o regime do Sudão expressou suas "reservas" sobre o envio dessa força.

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