Paris e Londres podem enviar armas para rebeldes sírios

A França e o Reino Unido podem, em breve, fornecer armas para a oposição síria, mesmo se o embargo de armas da União Europeia (UE) não for levantado, declarou nesta quinta-feira o ministro de Relações Exteriores francês, Laurent Fabius.

Agência Estado

14 de março de 2013 | 10h24

O ministro declarou à rádio France Info que a França vai pedir o levantamento do embargo e afirmou que "precisamos agir rapidamente", na medida em que a situação dos refugiados sírios torna-se "dramática".

Mas caso isso não aconteça, Fabius lembrou que "a França é um país soberano" e que pode decidir fornecer as armas por conta própria.

"Não podemos aceitar que haja tal desequilíbrio. Por um lado, Irã e Rússia fornecem armas para o governo de Bashar Assad e, do outro, os rebeldes não podem se defender", afirmou ele.

As declarações de Fabius ecoam a opinião do primeiro-ministro britânico. David Cameron insinuou na terça-feira que o Reino Unido poderia ignorar o embargo de armas caso seus parceiros da UE não chegassem a um acordo sobre a necessidade de enviar armas para os rebeldes sírios.

"Levantar o embargo é uma das últimas maneiras de mudar a situação num nível político", afirmou Fabius.

França e Reino Unido vão pedir que a UE se reúna antes do final de março para discutir a questão, antes do inicialmente previsto.

Refugiados

A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) informou que os número de refugiados sírios subiu mais de 10% em apenas uma semana. Na semana passada, a agência informara que a quantidade de refugiados sírios na Jordânia, Líbano, Iraque, Turquia, Egito e norte da África havia chegado a 1 milhão.

Mas a porta-voz da agência Reem Alsalem informou nesta quinta-feira que 121 mil novos refugiados se registram desde o comunicado anterior.

Ela disse que os sírios estão fugindo de seu país "num ritmo mais rápido do que poderia ser antecipado". Alsalem afirmou que cerca de 2 mil pessoas deixavam a Síria por dia em dezembro, número que chega a 8 mil atualmente. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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