Paris Hilton desiste de visitar o Japão após ter entrada negada

Segundo autoridades japonesas, modelo tem problemas judiciais relativos a drogas nos Estados Unidos

Efe

22 de setembro de 2010 | 05h42

TÓQUIO - A modelo Paris Hilton desistiu de entrar no Japão, depois do veto das autoridades migratórias na última terça-feira, 21, que fizeram com que dormisse em um hotel do aeroporto internacional de Tóquio e do cancelamento do evento que participaria na capital japonesa nesta quarta.

Os oficiais de imigração do país asiático negaram o acesso de Paris ao país por seus problemas judiciais relativos a drogas nos Estados Unidos.

A socialite tinha viajado a Tóquio em um avião privado para promover sua marca de roupas e acessórios, mas o hotel que receberia o desfile confirmou o cancelamento do evento.

Logo após aterrissar na terça-feira em um avião privado no aeroporto de Narita, a estrela foi submetida às perguntas dos funcionários de imigração durante várias horas, após ser condenada nos EUA por posse de cocaína.

Segundo a lei japonesa, as autoridades podem negar a entrada às pessoas que tenham sido condenadas por delitos relacionados com entorpecentes.

Paris, de 29 anos, passou a noite em um hotel próximo ao aeroporto. Nesta quarta, perante a persistente recusa dos funcionários de permitir sua entrada no Japão enquanto era investigada, decidiu evitar mais horas de interrogatório e abandonou o país, segundo a edição digital do jornal Mainichi.

Uma fonte do Departamento de Imigração confirmou a abertura de uma investigação sobre Paris, mas evitou fazer comentários sobre sua passagem pelo país.

A polêmica herdeira do império hoteleiro fundado por seu bisavô Conrad Hilton pretendia viajar desde Tóquio à Indonésia para inaugurar uma loja em um centro comercial de Jacarta no próximo dia 25, antes de chegar à Malásia.

Paris foi detida em agosto por posse de cocaína, mas conseguiu um acordo com a Justiça do estado de Nevada (EUA), e vai participar de um programa antidrogas, pagar uma multa de US$ 2.000 e cumprir 200 horas de serviços à comunidade.

Além disso, a modelo passará um ano em situação de liberdade condicional, por isso pode até ser detida caso reincida em delitos relacionados com entorpecentes nos EUA.

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