MIguel Media/AFP
MIguel Media/AFP

Paris lembra 1 ano de ataques com solenidades

Seleção francesa volta ao Stade de France, Sting reinaugura o Bataclan e Hollande desvela placas 

Andrei Netto Correspondente / Paris , O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2016 | 21h37

A França iniciou na noite desta sexta-feira, 11, uma série de homenagens pelo primeiro aniversário dos atentados de Paris e Saint-Denis, que deixaram 230 mortos e 413 feridos. A primeira solenidade foi um minuto de silêncio, acompanhado por mais de 80 mil espectadores no Stade de France, onde a seleção francesa voltou a jogar – como ocorreu em 13 de novembro de 2015, quando terroristas do grupo Estado Islâmico atacaram a capital. 

As cerimônias prosseguem amanhã com um show de Sting, que marcará a reabertura da casa de espetáculos Bataclan, onde 90 pessoas morreram.

O jogo do Stade de France foi realizado sob forte esquema de segurança, como todas as partidas em Paris desde os ataques, em razão do estado de emergência, que vigora desde 14 de novembro. Há um ano, na parte externa da arena, três suicidas detonaram seus cinturões-bomba, matando o português Manuel Dias e dando início à noite de violência que resultou no terceiro maior atentado terrorista da história da Europa.

Hoje, o presidente francês, François Hollande, compareceu ao estádio, onde também estava há um ano. Antes do jogo, Hugo Lloris, goleiro e capitão da equipe francesa, revelou que o grupo de 13 jogadores remanescentes daquela noite ainda sente o peso dos ataques. “Estamos ligados a esse drama, nós, os jogadores, e as pessoas presentes no estádio”, afirmou. 

Associações de vítimas manifestaram ao governo o desejo de que as solenidades fossem sóbrias e discretas. O desejo foi atendido e nenhuma grande manifestação pública foi organizada pelas autoridades. Amanhã de manhã, Hollande e os prefeitos de Paris, Anne Hidalgo, e de Saint-Denis, Didier Paillard, visitarão os locais de atentados, onde inaugurarão seis placas nas quais serão gravados os nomes dos mortos.

Parte das solenidades ocorrerá em frente aos restaurantes e cafés Carillon, Petit Cambodge, Bonne Bière, Comptoir Voltaire e Belle Équipe, todos atacados por comandos jihadistas. Nesses locais, 39 pessoas morreram, entre as quais Djamila Houd, de 41 anos. Seu marido, Grégory Reibenberg, proprietário do restaurante Belle Équipe, também perdeu dez de seus amigos, mas sobreviveu ao ataque e hoje cuida da filha, Tess, de 8 anos. Nesta semana, ele publicou um livro-testemunho sobre o tema, Une Belle Équipe. “Eu escrevi por Tess, minha filha. Eu lhe devia isso. Escrevi para não ficar sem chão”, explicou Reibenberg. 

Tudo o que sabemos sobre:
FrançaBataclan

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.