Paris mostra armas e vai caçar os líderes da ação extremista

Cenário: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2013 | 02h05

A força conjunta da França ainda está crescendo. Pode chegar a 2.500 militares em uma semana. Ou mesmo a 5 mil, se a resistência rebelde justificar uma mobilização grande assim. Não são, claro, apenas soldados. Há dezenas de blindados sobre rodas, canhões leves, caminhões e, no ar, o espetáculo dos caças Rafale e Mirage armados com o melhor do arsenal francês: as bombas inteligentes de 250 a 900 quilos com erro máximo de meio metro, mísseis de cruzeiro com alcance de 300 km a 800 km e, talvez fazendo sua estreia em combate, foguetes guiados - precisos e de baixo custo. Sim, é um mostruário. Sim, é o negócio da guerra.

Há bons motivos para a intervenção. A ex-colônia e ex-império do Alto Níger é hoje um dos países mais pobres do mundo - um trabalhador local recebe US$ 4 por dia. Sem os recursos naturais de seus vizinhos, desperta pouca atenção dos blocos econômicos.

Assim, foi sem alerta que a Al-Qaeda do Magreb Islâmico, o Ansar Dine e a Jihad Ocidental desembarcaram no norte do Mali. É o limite máximo aceitável pela Europa e Estados Unidos na guerra ao terror. Os paraquedistas das Forças Especiais da França têm uma missão bem definida - capturar ou, na impossibilidade, matar, os líderes extremistas. Não é um esforço isolado. A Grã-Bretanha apoia a operação com voos de transporte pesado. E a União Africana vai à luta com a força de 3.300 combatentes autorizada pela ONU. O temor é o da ação terrorista na Europa ou nos EUA, que teria sido detectada pelas agências de inteligência britânicas e americanas há cerca de um mês.

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