Paris pára novamente contra reformas

A reforma da previdência francesa continua sendo motivo de manifestações em toda a França que teve mais uma paralisação contra a proposta do governo de centro-direita. Outras grande manifestação está marcada para esta quinta-feira.Após a gigante manifestação, que no dia 13 de maio levou às ruas quase dois milhões de franceses, ontem foram 805 mil - segundo os sindicatos - e 435 mil segundo a policia, que se reuniram para protestar em cerca de setenta cidades francesas. A maior manifestação foi em Paris, que reuniu cerca de 100 mil pessoas. Os funcionários e professores das escolas francesas, furiosos também pela reforma educacional proposta pelo ministro da Educação, Luc Ferry, respondeu em massa ao apelo dos sindicatos de esquerda, desafiando, em alguns casos, a chuva. "Retirada do plano de Fillon (reforma da previdência) e do projeto de Ferry (reforma educacional)", foi o slogan das manifestações em toda a França. Se os transportes públicos na capital funcionaram regularmente - depois de três dias de greve - os postos públicos tiveram a ausência de cerca 35% do quadro de trabalhadores, no setor da saúde a mobilização envolveu mais de 25%, e a maior parte das escolas estatais ficaram fechadas. O sindicato dos professores proclamou para quinta-feira uma nova jornada de paralisações, e para domingo foi anunciada pela central sindical comunista Cgt uma grande manifestação contra a reforma da previdência. O partido socialista já aderiu oficialmente, e parece estar se recuperando do golpe das eleições do ano passado. No domingo passado concluiu o seu congresso com uma resolução por unanimidade que pede ao governo a retirada dos dois projetos.

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