Paris reconhece coalizão de rebeldes sírios

Um dia depois da formação da Coalizão Nacional Síria, a nova organização que reúne diferentes grupos de oposição ao regime de Bashar Assad, a França abriu a porta para o fornecimento de armas aos rebeldes sírios. A hipótese foi levantada quando o presidente François Hollande reconheceu a federação insurgente como "o único representante legítimo do povo sírio".

ANDREI NETTO , CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2012 | 02h07

Na segunda-feira, as seis monarquias do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã) haviam reconhecido a coalizão como novo interlocutor diplomático, no lugar do regime de Assad.

Em agosto, Hollande tinha sido o primeiro chefe de Estado a anunciar que reconheceria os opositores, desde que eles estivessem unidos - algo que o Conselho Nacional Sírio não conseguiu. A promessa foi cumprida ontem.

"A França reconhece a Coalizão Nacional Síria como única representante do povo sírio e logo como o futuro governo provisório da Síria democrática, que permitirá encerrar o regime de Bashar Assad", anunciou o presidente a uma multidão de jornalistas franceses e estrangeiros presentes à sua primeira entrevista coletiva, após seis meses do início de seu governo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.