Paris se diz contrária ao envio de tropas ao Afeganistão

A França poderia ampliar seu papel no Afeganistão, fornecendo mais treinamento ao Exército e à polícia, bem como auxílio para a reconstrução. Paris não deve, no entanto, enviar mais tropas ao país, disse ontem o ministro da Defesa, Hervé Morin. Os Estados Unidos pedem que países europeus contribuam com mais soldados para a missão afegã e apoiem a nova estratégia do presidente Barack Obama para estabilizar o país, oito anos após o início da guerra.

AE, Agencia Estado

01 de dezembro de 2009 | 11h06

O jornal francês "Le Monde" informou ontem que Washington pediu à França que contribua com mais 1.500 soldados para o Afeganistão. Morin se negou a falar sobre números específicos da reportagem, mas confirmou que "os EUA estão pedindo aos europeus mais tropas". "Se houvesse um esforço adicional, o único esforço que faria sentido seria em termos de treinamento do Exército afegão e da polícia", afirmou. "Não pode haver simplesmente uma resposta militar."

Segundo Morin, é preciso trabalhar também para desenvolver as instituições afegãs e a governança local. No mês passado, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, enfatizou que seu país não enviará "nem mais um único soldado" ao Afeganistão. Apesar disso, Sarkozy se disse comprometido com a missão.

Obama falou ontem com o presidente francês e outros líderes mundiais por telefone sobre a nova estratégia norte-americana para o Afeganistão. Nesta noite o líder dos EUA deve anunciar ao público essa estratégia. A França tem 3.300 soldados no Afeganistão, enquanto os EUA já mantêm ali 68 mil. Obama deve anunciar o envio de mais 30 mil militares ao território afegão. As informações são da Dow Jones.

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