Baek Seung-yul/Yonhap via AP
Baek Seung-yul/Yonhap via AP

Park deixa Casa Azul após ser destituída da presidência

Porta-voz leu comunicado no qual ela pediu desculpas ‘por falhas em cumprir’ com seu dever, e afirmou acreditar que ‘a verdade acabará sendo revelada, mesmo que leve tempo’

O Estado de S.Paulo

12 de março de 2017 | 16h14

SEUL - A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, deixou neste domingo, 12, a residência presidencial de Seul, dois dias depois que o Tribunal Constitucional ratificou sua destituição pelo caso de corrupção envolvendo sua amiga.

Após a saída de Park, um porta-voz leu um comunicado no qual ela pediu desculpas "por falhar em cumprir" com seu dever "até o fim" e acrescentou que acredita que "a verdade acabará sendo revelada, mesmo que leve tempo".

A ex-presidente, que havia mantido silêncio até então e em nenhum momento quis reconhecer o veredicto, deixou a Casa Azul dois dias depois que a máxima instância judicial do país a afastou do poder.

Por meio de um comunicado, o escritório da líder informou que "a presidente Park Geun-hye deixou a Cheong Wa Dae (Casa Azul) por volta das 19h20 locais (7h20 em Brasília), após despedir-se de centenas de funcionários (do Escritório da presidência e do Conselho Nacional de Segurança) que saíram para vê-la e a acompanharam enquanto deixava o recinto".

A agora ex-presidente de 65 anos voltou a sua residência no sul de Seul, onde viveu de 1990 a 2013, quando ganhou as eleições e se transformou na primeira mulher a chegar à chefia de Estado na Coreia do Sul.

As emissoras de televisão do país transmitiram ao vivo o percurso do comboio de Park da Casa Azul até sua residência particular, onde centenas de simpatizantes lhe deram as boas-vindas com bandeiras sul-coreanas. Cerca de mil policiais cercaram o edifício para prevenir incidentes, informou a agência de notícias Yonhap.

Desde que o veredicto foi anunciado na sexta-feira 10, os simpatizantes de Park, que consideram o impeachment uma farsa elaborada pela esquerda do país, protagonizaram alguns episódios violentos e confrontos com a polícia, o que resultou na morte de três homens, além de vários feridos.

Por outro lado, milhares de pessoas celebraram no centro de Seul, desde a sexta-feira e durante todo o fim de semana, o impeachment da sul-coreana. Os partidos de oposição pediram que Park reconhecesse publicamente o veredicto da Justiça para ajudar a atenuar a divisão no país entre opositores e defensores da agora ex-presidente.

A sentença estabeleceu que Park violou a Carta Magna ao permitir que sua amiga Choi Soon-sil, de 60 anos, interferisse em assuntos de Estado e ao elaborar com ela maneiras de extorquir recursos de grandes empresas, entre elas a Samsung.

Após o impeachment da presidente, a Coreia do Sul deve realizar eleições presidenciais até meados de maio, período durante o qual o ex-primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn seguirá como presidente interino. / EFE

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