Park diz que Pyongyang não pode ter armas nucleares

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, disse ao Congresso norte-americano nesta quarta-feira que nunca aceitará que a Coreia do Norte tenha armas nucleares e que ações provocativas de Pyongyang serão "enfrentadas de forma definitiva".

Agência Estado

08 de maio de 2013 | 15h05

Mas Park também disse que a Coreia do Sul está pronta para fornecer ajuda humanitária, sem ligação com a situação política da península, e vai tentar estabelecer a confiança entre os dois países contanto que o governo norte-coreano responda da mesma forma.

Trata-se da primeira viagem para o exterior de Park desde que ela assumiu o cargo em fevereiro, duas semanas depois de a Coreia do Norte ter realizado seu último teste nuclear, o terceiro desde 2006, aumentando as tensões na região.

Na terça-feira, Park e o presidente Barack Obama enviaram uma forte mensagem de solidariedade mútua em razão das ameaças norte-coreanas.

Os congressistas norte-americanos aplaudiram Park longamente quando ela entrou no prédio do Legislativo, evidenciando o forte vínculo entre os dois países, forjado durante a Guerra da Coreia.

Seu discurso começou com um tributo aos veteranos norte-americanos do conflito, que ocorreu entre 1950 e 1953, grupo do qual quatro congressistas fazem parte. A visita da presidente marca o 60º aniversário da aliança militar com os Estados Unidos, que mantêm 25.500 soldados na Coreia do Sul.

Park disse que é "presidente de uma nação grata" e que, apoiada pela força da aliança entre Coreia do Sul e Estados Unidos, acredita que "nenhuma provocação norte-coreana pode ser bem-sucedida".

A Coreia do Sul permanece no mais alto nível de prontidão, disse ela, acrescentando que é hora de encerrar o "círculo vicioso" no qual a Coreia do Norte provoca crises de segurança para conseguir recompensas da comunidade internacional.

Ela também apresentou a perspectiva de uma reaproximação e eventual reunificação, desejada também por Pyongyang, contanto que seja pelo modelo socialista.

"Eu vou continuar inflexível no processo de construção de confiança na península coreana. Estou confiante de que a confiança é o caminho para a paz, o caminho para uma Coreia que será única novamente", disse ela aos congressistas. "Mas, como dizemos na Coreia, são necessárias duas mãos para bater palmas." As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAParkCongressodiscurso

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.