Parlamentar alemão pede que AL e Europa se unam contra guerra

A América Latina e a União Européia (UE) devem usar a crise do Iraque para começar a colocar em prática a aproximação política que foi estabelecida entre os dois continentes na Cimeira do Rio, em 1999. Essa é a avaliação do presidente da Comissão de Relações Exteriores do parlamento alemão, Lothar Mark, que pede para que latino-americanos e europeus se unam contra a guerra. A Cimeira de 1999 foi o primeiro encontro que reuniu os presidentes de todos os países da América Latina e da UE. Além de temas comerciais, o evento serviu para lançar a idéia de uma coordenação política entre os continentes. O deputado, portanto, acredita que é hora de fazer valer o acordo e promover, de forma conjunta, um solução pacífica para a crise. "As pessoas na Alemanha, na Europa e na América Latina não querem essa guerra", afirma Mark, que esteve reunido com o presidente Lula em janeiro, durante a passagem do brasileiro por Berlim. Além do Brasil, o deputado também está procurando apoio de outros governos da América Latina e do Caribe. Seu objetivo: ajudar o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, a formar uma "coligação dos corajosos" contra a aliança entre Estados Unidos, Inglaterra e Espanha, que defendem uma guerra. Um de seus alvos é o Chile, um dos dois países latino-americanos no Conselho de Segurança da ONU. Santiago, porém, ainda não definiu se apoiará a guerra ou não e, nos últimos dias, deu sinais de que poderia estar ao lado dos Estados Unidos. "A Europa e a América Latina compartilham da mesma ideía sobre uma ordem mundial. Ambos são contrários à qualquer forma de unilateralismo e defendem um mundo multipolar, onde a Europa e a América Latina jogarão um papel importante", afirma o deputado. Mark ainda defende a conclusão rápida das negociações entre o Mercosul e a UE. "Se conseguirmos fortalecer as relações econômicas entre as duas regiões, a América Latina conseguirá resistir melhor á pressão dos Estados Unidos", completa.

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