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Ela foi assassinada por suas convicções políticas, diz marido de parlamentar britânica

Brendan Cox afirma que Jo estava preocupada com o fato de a política estar se tornando muito tribal, que as pessoas não estão mais trabalhando juntas como indivíduos para resolver problemas e sendo levadas a adotar posições mais extremas

O Estado de S. Paulo

21 Junho 2016 | 18h33

LONDRES - A legisladora britânica Jo Cox, que foi morta a facadas e tiros na semana passada, morreu em razão de suas convicções políticas, disse seu marido, Brendan Cox, nesta terça-feira, 21. 

Jo, que defendia a permanência do Reino Unido na União Europeia e também fez campanha para que seu país fizesse mais para ajudar os refugiados, foi assassinada em seu distrito eleitoral no norte da Inglaterra por um homem que gritava "a Grã-Bretanha primeiro".

"Ela tinha opiniões políticas muito fortes, e acredito que foi morta em razão dessas opiniões", afirmou Cox a meios de comunicação.

O Parlamento foi reconvocado na segunda-feira, semana do referendo que decidirá se os britânicos continuam filiados ao bloco ou não, para prestar homenagem à parlamentar do Partido Trabalhista, que trabalhava para a rede de assistência humanitária Oxfam antes de assumir uma vaga na legislatura no ano passado.

Muitos colegas elogiaram Jo, que tinha 41 anos e era mãe de duas crianças, por sua capacidade de atuar em vários espectros políticos para defender as causas nas quais acreditava.

Seu marido disse que Jo estava preocupada com o fato de a política estar se tornando muito tribal, que as pessoas não estão mais trabalhando juntas como indivíduos para resolver problemas e sendo levadas a adotar posições mais extremas.

"Ela estava particularmente preocupada com a direção, não só na Grã-Bretanha, mas globalmente... da política neste momento, particularmente no tocante à criação de divisões e à canalização dos piores medos das pessoas, ao invés de seus melhores instintos", contou ele. / REUTERS

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