Lisa Ross
Lisa Ross

Parlamentares americanos cobram sanções contra a China por violação de direitos humanos

Congressistas pedem congelamento de ativos e suspensão de vistos de autoridades envolvidas em suposta detenção de minoria muçulmana em Xinjiang

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 02h55

PEQUIM - Um grupo de parlamentares americanos enviou uma carta ao governo Donald Trump exigindo novas sanções contra a China à luz de denúncias de violações de direitos humanos contra minorias árabes no país. As punições mencionadas incluem o congelamento de ativos e a suspensão de vistos a representantes e empresas chinesas envolvidos no caso.

A carta foi encaminhada ao secretário de Estado, Mike Pompeo, e ao secretário de Tesouro, Steve Mnuchin, exigindo a adoção de medidas urgentes para lidar com a "crise de direitos humanos" na região de Xinjiang, no noroeste da China.

Os congressistas relatam as denúncias contra o secretário do partido comunista de Xinjiang, Chen Quanguo, acusado de permitir vigilância policial contra moradores e implantar campos de isolamento nos quais integrantes do povo uigur e outras minorias muçulmanas estão sendo levados à força para renunciar à sua cultura e religião.

"Os muçulmanos de Xinjiang estão sendo submetidos a prisões arbitrárias, torturas, restrições à prática cultural e religiosa, e um sistema de vigilância tão generalizado que monitora todos os aspectos de suas vidas cotidianas", informam os parlamentares.

Mais cedo, a ONG Uyghur Human Rights Project pediu à comunidade internacional que exerça pressão contra o governo chinês para garantir a libertação imediata das pessoas detidas nos campos de isolamento

"Embora a legislação chinesa permita a detenção por até 15 dias por infrações, algumas pessoas que foram presas nesses campos estão lá há meses e, alguns, há mais de um ano", acusa a organização.

O governo chinês nega a existência dos campos.

A Casa Branca ainda não comentou o assunto. //ASSOCIATED PRESS, EFE

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